Mostrando postagens com marcador historia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador historia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de março de 2011

Plaza de Armas

Nessa estação de metro você chega em frente a mais antiga praça de Santiago. É nela que se concentram os mais importantes prédio da colonização espanhola no chile. No centro tem uma fonte (com muitas crianças se banhando) talvez um pouco polêmica, por retratar um índio dando uns pega numa mulher branca. Nessa mesma praça é possível ver o mapa original de Santiago (o primeiro de todos) e uma escultura muito famosa (não sei porque e não lembro onde já havia ouvido falar, mas sei que é famosa!).




Em frente, temos diversas construções importantes:
- Catedral Metropolitana - enorme e muito muito muito bonita (e antiga).




- Cabildo - sede do antigo governo espanhol no Chile. O museu é muito fera e conta com altas curiosidades da vida dos chilenos na época do colonialismo.


- Museu Pré-Colombino - Fantástico! Inesperado. Muitas relíquias dos povos do período pré-colombiano que viveram no Chile e em outros países da América do Sul. Tem até a múmia Chinchorro (PIGMEU!!)





quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cataratas de sonhos - Parte IV (Final)

Depois da usina, resolvi voltar às cataratas e fazer um passeio diferente chamado Macuco Safári. Nesse passeio, eu e mais um grupo de pessoas entramos num bote motorizado e com salva vidas, nos aproximamos das Cataratas. O guia pirado literalmente nos colocou embaixo daquele aguaceiro todo. Saia água até pelos ouvidos! Emocionante e congelante. Muito bom. Mas o que valeu mesmo foi o grupo. Tinham pessoas dos mais diversos países como Espanha, EUA, Coréia (não sei qual), Argentina e México. O mais engraçado é que ninguém sabia falar outra língua a não ser a sua própria e mesmo assim, todos se entenderam perfeitamente. Ou seja, posso ter ido viajar sozinho, mas não fiquei solitário por nenhum momento. Mas vale ressaltar, a galera do Macuco Safári brasileiro é bem mais sociável e heterogênea do que a dos Argentinos.


Como passeio final, fui ao marco das três fronteiras. Como havia dito antes, Foz fica no ponto de encontro entre Brasil, Paraguai e Argentina. Nesse local tem um mirante com um pequeno obelisco pintado de verde e amarelo. O mais legal é que desse mirante é possível ver o mirante paraguaio (pintado de vermelho e branco) e o mirante argentino (pintado de azul e branco), sendo os três separados pelo encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Na época em que fui, estava sendo construído o que seria o mais alto mirante do Brasil, em uma torre com o topo em forma de óvni (se é que vocês me entendem).

Mas lá também tinha outra coisa que me chamou tanta atenção quanto o mirante: o mural contando a história do nascimento das cachoeiras de Iguaçu. É uma daquelas clássicas histórias indígenas de amor impossível, mas que merece ser contada. Dizia-se que uma serpente gigante (espécie de deus) chamada Mboi vivia no fundo do rio Iguaçu e, para que a mesma ficasse contente, a tribo Caiangue lhes ofereciam as mulheres mais belas da aldeia. No meio de toda essa história, a índia mais linda da aldeia, chamada Naipi, que seria a próxima oferenda a Mboi, foge com o seu amado Tarobá de canoa pelo rio. A serpente, enfurecida, criou uma fenda no rio de onde a água começou a cair, levando a canoa para o fundo do rio. Assim, Naibi se transformou na maior rocha que fica no meio da cascata e Taborá se transformou em uma árvore que fica no topo da cachoeira. Assim, os dois poderiam se olhar sempre, mas jamais poderia se tocar novamente e Mboi, ainda apaixonado pela índia se mantém no fundo do rio, a vigiando. Essa história não tem bases verídicas, mas demonstra bem o espírito do local. Emocionei.
Então assim termina a minha viagem, que no mínimo, se mostrou extasiante. As cachoeiras são imperdíveis, mas fazer todos esses passeios modificou a minha forma de ver o mundo para sempre. A mistura de povos é impressionante. As histórias locais são vivas e bem preservadas. E, até hoje, acordo ouvindo o poderoso som das cachoeiras caindo incansavelmente sobre Naipi e suas rochas vizinhas.