sábado, 27 de fevereiro de 2010

Banalização do futuro

Sexo, vida, gueixas, sultões, crenças, monalisa, música, macumba e samurais. Qual é a semelhança entre eles e de muitos outros que podem formar uma longa lista juntos? Todos foram banalizados. Banalizar é tornar algo banal ou rotineiro, mas é sabido que essa palavra, erroneamente, significa muito mais. Significa se tornar em objeto sem valor ou em um ato indigno de respeito. Apenas por ser rotineiro é sem valor? Acredito que não.

Muitas pessoas insistem que a sociedade de hoje não dá mais valor às coisas como antigamente. Pode ser, mas isso não indica que antigamente era melhor. O processo de banalização surgiu por causa da sociedade de informação. Quando mistérios, sejam eles sagrados ou não, caíram por terra, muitos começaram a criticar e se tornar críticos. Com isso, pessoas com mentes mais conservadoras estão se tornando em vilãs e não é para menos. O maior problema delas está  em não saber enxergar mais adiante. Se ampliarem a mente e entenderem porque algo se torna banalizado, verão que não isso é ruim. O desconhecido gera medo e repulsa, mas em um mundo onde conhecimento é poder (frase clichê, porém verdadeira), aquele que menos enxerga a realidade fica para trás. Então aspectos morais e sagrados acabam se tornando conservadores por impedir o avanço do conhecimento em suas áreas. Experimentar e ousar se torna uma parte importante do conhecimento.

A religião não era questionada e sim temida, funcionava mais. Mundos exóticos e diferentes não sobreviveram, ou estão morrendo, com a ocidentalização. Falar sobre os crimes que acontecem diariamente se tornaram menos relevantes do que o caso extraconjugal da vizinha ao lado. Muito ruim, certo?

As obras de arte são acessíveis para todas as pessoas de uma forma ou outra, mesmo aquelas que nunca nem sonharam em vê-las em vida. As explorações acontecem com menos facilidade, já que a “banalização” da lei trouxe direito maior a mulheres, negros, idosos e outras minorias. As pessoas têm mais liberdade para escolher o seu parceiro e o tempo que quer permanecer com o tal. Muito bom, certo?

Então como dizer que a banalização é algo ruim? Ao invés de tentar retroceder no tempo para que os novos problemas sumam, porque não arrumá-los usando o novo mundo de hoje? Falta preparação, aceitação e otimismo. Isso a nova sociedade não está formando com eficiência. E esse é um problema que as pessoas têm capacidade de solucionar. Criar um mundo melhor no lugar de banalizar um futuro que ainda não aconteceu é mais viável. Acredite nisso.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mundo de Gelatina

O século XXI começou e já está pegando fogo. Literalmente. Guerras, descobertas e tecnologias são assuntos para serem discutidos entre um cochilo e outro. Com a grande velocidade e quantidade de mudanças, informações e opções, os jovens da nova geração acabaram por se transformar.

A palavra "adaptação" perdeu seu sentido completo. Num mundo onde tudo se renova rapidamente, quem ficar parado, fica pra trás e dificilmente consegue um espaço. Os jovens não se adaptam à uma nova realidade, eles simplesmente aderem a ela. Para que haja equilíbrio, essas mudanças devem vir com uma crítica. Se a crítica for boa, vale aderir a essa nova mudança. Com toda essa velocidade, essa crítica não é feita regularmente, levando muitos jovens ao arrependimento. Perceba como o índice de suicídio, depressão e estresse aumentam gradativamente entre os jovens. Um exemplo leve: você compra um celular de ponta que possui os recursos que te agradam. Em três meses é lançado um novo aparelho com mais recursos ainda. A partir desse ponto você já está pra trás, e se tiver como, obterá esse novo aparelho. Após de obtê-lo, você poderá descobrir que a tecnologia não é viável (ex: vídeochamada), encarece sua conta (ex: internet de alta velocidade - 3G) e torna seu celular fisicamente mais frágil (ex:touchscreen). Sem a crítica, muitas vezes estamos despreparados para lidar com as consequências.

O que me deixa mais apreensivo é a incerteza do futuro. Veja nas profissões: com a tecnologia avançando rapidamente, não sabemos quais carreiras podem ganhar ou perder com isso. As máquinas podem substituir engenheiros, médicos e advogados? Os jornais vão desaparecer? O cinema vai ser totalmente digitalizado? Não tenho a resposta para essas perguntas, mas todos os dias me lembram delas.

Para mim, o mais importante é reconhecer que o mundo se transformou em uma imensa gelatina. Não há certezas. O mal de hoje pode vir a ser bom amanhã, ou vice-versa. Há um grande leque de opções de carreiras e esse mesmo leque pode vir a diminuir ou até mesmo sumir com o avanço de tecnologias. O petróleo enriquece o mundo ao mesmo passo que ele o polui. Sem contar que ele vai acabar. O gelo está derretendo e cidades costeiras estão em pânico. Os maias achavam que em 2012 o mundo vai acabar. Arranjaram muitos motivos para destruir o nosso futuro, mas e os motivos para construí-los? Se aprendemos a lidar com o fato de que vamos morrer um dia, podemos lidar com o fato que o planeta acabará um dia, então fé em Deus e pé na tábua!

Por fim, é importante entender uma coisa: não evite o sofrimento, busque o prazer. Faça aquilo que gostas. Concursados têm mais segurança e médicos têm status, mas nada adianta se todos os dias você acordar achando que isso não passa de uma dor de cabeça diária. Liberdade financeira trás felicidade sim, mas a liberdade psicológica é incomparável.

Num mundo de gelatina não há em que se apoiar e se não aprender a se equilibrar nele, você pode escorregar. E se escorregar... Boa sorte.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Rules

Olá, estou de volta!
Bom, os posts antigos foram deletados e apenas o de inauguração do blog se manterá.
O "novo" blog será mais sério, com assuntos ligados ao meu cotidiano. Vou falar sobre filmes, livros, momentos, lugares e personalidades que fazem parte da minha vida (seja indireta ou diretamente).
As fotos serão, por excelência, tiradas por mim ou por cameras minhas e de amigos e, na maioria das vezes, terão o formato de um artigo.
Como agora faço faculdade de jornalismo, vamos ver se eu tenho algum talento para a escrita.
Boa sorte pra mim!
Aproveitem o Blog.

Paulo Lannes

sábado, 4 de outubro de 2008

O início

Bom... esse sou eu.

Nesse momento estava fazendo uma das coisas que eu mais gosto: caminhar na praia (essa foto foi tirada no Rio de Janeiro, praia de Ipanema).

Deixe-me me apresentar: Me chamo Paulo Lannes e a princípio sou apenas mais um estudante brasileiro. Carioca de nascença, porém residindo na capital brasileira: Brasília.

Esse blog não tem nenhum fim lucrativo ou até mesmo sentimental... É apenas, digamos, um lugar para memórias, momentos e sensações ficarem guardados.

Leiam a vontade e comentem caso der na telha, ok?